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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Exibicionista

Estava quase terminando meu expediente, quando Luciano resolvera me ligar. Preocupado como sempre, perguntou-me como estava e se havia algo programado para áquela noite. Juro que o primeiro sentimento que veio-me á cabeça foi de tédio. Tédio porque aquela não era eu e percebendo sua formação não poderia agir de outra forma, afinal era moço para casar. Também pelo jeito muito "água-com-açucar", com o qual me tratava. Aquilo me náuseava e por dentro chegava ao desespero. Mas como aquele homem estava sendo perfeito para ajudar-me a manter meu papelzinho de "dama" da sociedade
, estava arriscando á fazer algumas considerações. Preparei a resposta mais simples que uma mulher dita "apaixonada" daria: - Nada. Gostaria muito de lhe ver!. E assim marcamos de nos encontrar em frente ao coreto da velha praça de minha cidade. Ao chegar, lá estava o meu futuro marido esperando-me com flores nas mãos. Para a maioria das mocinhas da minha idade aquilo seria o máximo, mas para mim não fez diferença. O que na sincera verdade eu queria era ele dentro de mim, fazendo-me gitar alto e levando-me ao delírio. Ao encontrá-lo recebi um beijo no rosto e as "tais" flores. Fiz-me de surpresa e muito agradecida, demonstrando uma emocão que não existia. Conversamos sobre nosso dia e sobre o futuro. Ele dizia-me que estava muito feliz em namorar com a mulher de seus sonhos e projetava-me como uma santinha. Mal sabia ele que enquanto despejava seus anseios e desejos de bom homem, eu imaginava como faria para satisfazer-me caso tornaose meu marido. Essa já estava sendo minha grande preocupacão: como ser a "santinha" e gozar feito uma puta. Em minha criação e na dele, não poderia ser as duas. Foi então que soltei um largo sorriso. Ele não entendera. E dei a desculpa de estar muito feliz. Na verdade estava imaginando-me casada e sendo possuida por diversos homens e mulheres longe dele. A idéia então animou-me muito. Seria perfeito. Voltei á "moça pura" e disse-lhe que já estava ficando tarde. Ele acompanhou-me até em casa. Ao me despedir, dessa vez resolvi aceitar um selinho. Muito brochante, mas próprio para a ocasião. Estava predendo minha vítima de amor. Em casa, após o banho, deitei-me na cama e resolvi pensar em como o faria ser completamente meu. Meu instinto por dominar estava prevalecendo. Lembrei que por uns momentos estava gostando dele, mas meu prazer por fetiches, fantasias e perversões era maior. Eu preferia traí-lo á trair a mim mesma. Dominação, tudo o que uma mulher trás no sangue. Estava sendo excitante manipulá-lo. O telefone tocara e era Luciano. Ficamos conversando sobre nosso encontro e resolvi levantar para fechar a janela já que ventava muito. Ao olhar para fora, percebi um negro alto parado no poste e ele fitou-me com cara de safado. Preferi encará-lo também enquanto ouvia as doces palavras do meu namoradinho, e sem perceber estávamos fazendo sinais um ao outro. Ele passou a mão pela calça e eu baixei a alça do meu baby-doll. Ele insistira nos olhares, gestos e sinais e eu o acompanhava. Fui descendo meu traje íntimo e mostrando meu corpo á ele. Fiquei apenas de calcinha e ele fez gesto que á tirasse. Fui lascivamente tirando e mostrando-me á ele. A sensação de parecer uma puta e stripper fora indescritível. Nem ouvia mais o que Luciano dizia-me, mas dava-lhe atenção. Tocava-me com graça e desejo para aquele puto. Pude perceber então aquela "cobra" que ele havia colocado pra fora alongar-se cada vez mais. Estava rijo. Resolvi jogar minha calcinha á ele. Ele batia punheta com vontade, cheirando-a no meio da rua e em frente minha casa. Fui ao delírio. De súbito ouvi um gemido alto e aquele jato de porra esvaiu-se pela calçada. Ele transpirava muito e parecia ofegante de prazer. Olhei novamente, mandei-lhe um beijinho e fechei a janela. Nunca mais o veria. Para Luciano, apenas um boa noite foi o suficiente.

Diana

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