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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Janela Indiscreta

Hoje decidi que iria mudar um pouco o enredo de minha trajetória até o altar e descrever uma aventura que me aconteceu pouco depois de ter conhecido Luciano. Era dezembro, e os preparativos para o natal daquele ano começaram bem cedo em minha casa. Tinhamos a tradição de realizar uma festa natalina caprichada e ter muitos conhecidos convidados para a ceia. Como o clima estava muito agradável neste ano, fizemos todas as ornamentações e decorações no pátio da vila em que morávamos. Numa dessas reuniões pude conhecer nossa nova vizinha. Seu nome era Amália, tinha 23 anos e estava casadinha de nova com Rubens, um jovem professor de inglês que
havia mudado á pouco para a cidade. Moravam ao lado de minha casa num belo sobrado que fazia vistas para o nosso. Ao encontrá-la, lembrei de tê-la visto dois dias antes pela janela. E foi através dessa janela que chamei de "indiscreta" que tudo começou. Ao nos cumprimentarmos pude notar uma tremenda energia que fluia dela e com clareza de detalhes seu olhar nada convencional. Amália tinha olhos penetrantes e ao mesmo tempo doces, sóbrios e indecentes. Parecia me comer com aquele lindo par de esmeraldas brilhantes e deixou bem claro com uma piscadela o que queria de mim. Apresentou-me Rubens e ficamos conversando sobre a vida. Ela sobre o casamento, ele sobre a profissão e eu sobre meu enfadonho namoro. Tudo normal até todo mundo se recolher por causa do horário. Já eram quase meia-noite e naquele tempo era tarde e hora de dormir. Todos se despediram e entraram para o descanso, menos eu e aquele casal. Subindo até o meu quarto fui logo até a janela e fiquei desapontada. Tudo estava calmo, a luz apagada e nenhum sussurro. Resolvi deitar-me e refletir que aquelas dicas poderiam estar erradas e eu estar apostando demais no meu "feeling". Mas não havia erro algum. Cerca de quinze minutos depois, pude perceber a luz acender-se e levantei-me com calma para observar. Fui caminhando sorrateiramente até a janela e vi Amália vestida com uma linda lingerie negra andando pelo seu quarto, parecendo não perceber minha presença. De repente, Rubens chegou por trás e a colocou debruçada sobre o gradil, começando a fuder seu belissimo quadril. Sim, Amália tinha um quadril lindo, grande e perfeito. Minha excitação era tanta que nada poderia me tirar dali, nem minha mãe. Observei cada gesto e cada movimento dos dois, notando como aquela mulher podia se controlar tanto. Não balbuciava um gemido ou urro de prazer, talvez por medo de chamar atenção de não convidados, mas em seus olhos era nitido o desejo e o prazer. Transaram por quase uma hora sem cessar, apenas mudando as posições e isso era puro êxtase, quase uma aula. Fiquei como espectadora, na ânsia de ser vista ou convidada. Nada feito. Estava me contentando com meus dedos. Logo percebi que eram exibicionistas e esperavam por serem vistos. Visualmente fui percebendo no rosto de Amália o climax, e em seu gozo o que era ser discreta. Ela olhou-me de súbito, fixadamente e fez-me entender que eu era o motivo de tamanho desejo entre os dois. Eles sabiam da minha presença desde o ínicio, porém souberam não demonstrar. Pela primeira vez me senti um objeto, passiva, abusada, delegada á segundo plano e ainda assim, extremamente excitada. Vivendo e aprendendo!


Diana

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