Tenho presenciado
situações bastante “inusitadas” ultimamente. Se
pensarmos na evolução, na aceitação, no fim das repressões sexuais, faria até algum sentido, mas não é isso
que vejo, ouço e vivencio no contato diário com muitas pessoas sejam héteros, gays, lésbicas e afins. Recentemente uma conhecida de 19 anos, estudante de
medicina resolveu dar-se de presente de final de ano a
revelação para os pais, de que gosta de meninas. Estava muito triste, muito
"deprimida", quando me procurou para me contar o ocorrido. Revelou primeiro para
a mãe pessoalmente e para o pai através de um email, confessando ter escolhido este meio por ter um pai jovem, empresário, mas de muito “pavio curto", como ela diz. A reação do pai que sempre criticou e
descrimina homossexuais, foi sair do trabalho, ir para casa e so não cometer um filicídio porque havia um grande móvel que os separava durante a dura repressão. Afirmando preferir uma filha morta do que lésbica, e que a
partir daquele dia ela não teria mais pai. Injuriado, perguntava como iria enfrentar ou encarar os "amigos" que
hoje perguntam sobre o futuro genro. Mas como falar em genro se o que ela quer é ser puta de
mulher?, disse. Atônita, calada e ressentida, aguardando qualquer reaproximação ou que ele se acalmasse, ela resolveu que iria procurá-lo novamente. Não foi o que aconteceu. No mesmo dia de sua resolução, recebeu
um email do pai solicitando que saisse de casa e que apenas cuidaria de sua saúde, estudo e que não contasse com ele para mais nada. me vem a pergunta: O PRECONCEITO ACABOU? OS
ESTÍGMAS ACABARAM? OS MOVIMENTOS GAYS, O PODER PÚBLICO MUDARAM AS VELHAS
TEORIAS?. Acredito que temos que caminhar muito para que a família, a sociedade e as Religiões entendam que sentimento não tem sexo e que a escolha sexual não é
uma doença ou envolva apenas desejo e promiscuidade. Pensemos sobre
isso.
APerversaInfiel

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